segunda-feira, 4 de maio de 2015

Cappadocia, Turquia


Já viajei para praias e montanhas. Para cidades pacatas e outras repletas de agito urbano. Vi diversos templos, igrejas e mesquitas. Mas uma das viagens mais especiais que já fiz na minha vida foi, sem sombra de dúvida, para a Cappadocia. A paisagem é realmente de tirar o fôlego e o lugar é...mágico. Confira o texto e as fotos abaixo e relembre comigo os detalhes deste lugar maravilhoso.







Situada em uma área da Turquia conhecida como Anatólia Central, a Capaddocia ou Capadócia (em português) apresenta uma riqueza histórica impressionante, o que está também atrelado ao desenvolvimento do turismo na região. Ao chegar, a primeira coisa que nos chama a atenção são as formações geológicas produto de anos de erosão e fenômenos vulcânicos. 


Mas também devem ser apreciadas as cidades subterrâneas, as igrejas escavadas dentro de rochas e, claro, a simpatia do povo local.

Nossa viagem pra Turquia aconteceu em Março/2013 e passamos 2 noites na Cappadocia e 3 noites em Istambul. 
Brasileiros que pretendem ingressar no país como turistas não precisam de visto prévio graças a um acordo bilateral entre os países. A permanência máxima, neste caso, é de 90 dias.

Como chegamos na Cappadocia? Primeiro pegamos um voo Zurich - Istambul (aero: Ataturk), com a cia aérea Swiss e depois um voo doméstico Istambul - Cappadocia (aero: Nevsehir) com a cia aérea Turkish Airlines.

De Istambul até a Cappadocia são mais de 700km e o trajeto pode ser feito de carro ou ônibus, mas para quem tem restrição de tempo o voo interno é a melhor opção.

Do aeroporto Nevsehir até o município de Göreme foram cerca de 50 minutos. Existe uma linha de ônibus que conecta o aeroporto até a parte turística, mas tem que fazer uma baldeação. A princípio, nossa ideia era pegar o tal bus, mas um taxista esperto (e super gentil!) acabou nos convencendo a ir de táxi e dividir a corrida com outra viajante européia que também aguardava no ponto. De uma maneira muito positiva, me lembrou bastante a agilidade e esperteza do povo brasileiro.  

Onde ficar hospedado? A área mais turística é, sem dúvida, o município de Göreme. Nem pense duas vezes e fique logo em um hotel-caverna, pois só assim você apreciará a experiência como um todo. Nós ouvimos este mesmo conselho de amigos que já haviam estado na região e, assim como eles, também nos hospedamos no  Hotel Cappadocia Cave Suits - ficou curioso? Leia todos os detalhes da nossa estadia neste post.


O que fazer? Bom, passeios não faltam e a maioria dos hotéis oferece variedades de tours privados ou coletivos. Fica a seu critério passear por conta própria ou "ser levado" por um guia. No nosso caso, rolou um mix. Veja só:

Chegamos no hotel por volta das 15h. Caminhando, fomos até o Parque Nacional de Göreme e lá passamos o fim de tarde. 

O "Goreme Open-Air Museum" é Patrimônio Mundial da Unesco desde 1984 e não é a toa! Ficamos simplesmente maravilhados com a paisagem de rochas "esculpidas" através da erosão da água e do vento. 





 
 Atenção para esta rocha em formato de um homem narigudo de perfil !!!
Como se isso não bastasse, durante os séculos V e XII, foram criadas mais de 40 igrejas e mosteiros bizantinos no interior das rochas, que estão repletas de pinturas (afrescos)!!! Foi impressionante. E na saída há uma loja de souvenirs muito interessante.

Em seguida, passeamos pelo centrinho de Göreme e jantamos no restaurante do hotel mesmo para poder acordar cedo no dia seguinte.



Logo cedo (= 5am), fizemos o passeio de balão. Leia neste post aqui todos os detalhes sobre essa aventura inesquecível.
Após o café da manhã, ligamos para o motorista de táxi que nos trouxe do aeroporto, o querido Mehmet, e pedimos um tour personalizado. Ele topou!

Nosso primeiro destino foi a cidade subterrânea de Kayamakli, a mais ampla das 36 underground cities da Cappadocia.  É isso aí, para se proteger de ataques e invasões de outros povos, as comunidades no passado foram se formando em vários níveis abaixo da terra.

Kayamakli foi aberta ao público apenas em 1964 e apesar de contar com 8 andares abaixo da terra, apenas 4 podem ser visitados - onde há poços de ventilação e rotas organizadas. Arqueologistas acreditam que ali viveram cerca de 3'500 pessoas.

Após pagar o ticket de entrada nos deparamos com diversos guias de turismo. Não sei se são oficiais ou se são indivíduos informais que oferecem seus serviços de visita guiada. Resolvemos recusar e ir por conta, lendo apenas o folheto informativo disponibilizado pelo próprio local.
Plano de túneis de Kayamakli - Crédito: Goreme.com
O primeiro andar era dedicado ao estábulo, enquanto que no segundo havia uma igreja e algumas áreas residenciais. A parte mais importante, no entanto, era o terceiro andar onde estavam a cozinha, adega e áreas de armazenamento/estoque. O interessante deste andar é o piso feito de bloco de andesito e usado como um caldeirão de cobre, segundo mostram pesquisas recentes. A pedra não foi trazida de fora, ela constituía parte da camada subterrânea de andesito.
As passagens subterrâneas são bem apertadas e a ventilação é limitada, claro. Portanto, apesar de ser um passeio interessante, não é recomendado para claustrofóbicos.
Como se trata de um ponto turístico, na frente rolava uma espécia de bazar com vários estandes vendendo de tudo: lenços, pashminas, lembrancinhas, chaveiros, imãs, cerâmica, etc.


Em seguida, o Mehmet nos levou até a chaminé das fadas em Pasabag.  
 






Como nosso voo para Istambul saía no fim da tarde, passamos o dia em Avanos, um município também turístico e super charmosinho,  muito conhecido pela produção de cerâmica. Avanos está a 8km de Göreme e às sextas-feiras rola um mercadinho pra turistas vendendo de tudo: artesanato, frutas e legumes, roupas e acessórios, etc.

Em Avanos visitamos a loja Sultans Ceramic, que conta com produção própria e peças belíssimas. Quando chegamos fomos recebidos pelos donos com muita atenção e, claro, com um típico chá de maçã e especiarias que estava sensacional. Logo na entrada havia um funcionário literalmente com a mão na massa: ele estava produzindo um vaso e pudemos ver todo o processo. Também nos ofereceram para ensinar a técnica e para fazermos uma peça nós mesmos. Recusamos pois estávamos com tempo limitado e mais interessados em comprar. Foi MUITO difícil escolher o que comprar. Mas por fim decidimos por alguns pratos, tigelas e um lindo jarro hitita. Se você decidir comprar mundos e fundos na loja, não tem problema: eles entregam no Brasil.

O que comer?
Se você não é vegetariano, então não deixe de experimentar um prato típico da região: o Pottery Kebab! O interior do pote de barro (que vem fechado/lacrado) é repleto de carne assada por várias horas. O tal pote é quebrado na frente do cliente. Marido comeu e aprovou !!!


Veja mais dicas neste site = Goreme.com